quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Histórias Bem Cantadas

Em qualquer lugar que se fale em Tim Maia, vem sempre a idéia de um cantor inusitado.Voz grave e carregada, cuja língua era afiada e propositalmente carregada com uma metralahadora giratória. Truculento para alguns, inovador para outros. A verdade é que hoje, poucos são os elogios (sinceros!) a este grande artista da música brasileira, cuja obra até os dias de hoje é contada. Ou melhor, sua fantástica história, ainda hoje, é cantada por artistas dos mais divesos estilos musicais.

Para os que o consideram um inovador, Tim Maia sempre será lembrado pelo pioneirismo. Responsável por juntar a simpática Música Popular Brasileira ao estilo Soul, tornou-se um dos grandes nomes da música brasileira, ainda nos anos 50 quando fez a sua primeira parceiria com, o então cidadão de Cachoeiro de Itapemirim, Roberto Carlos no grupo Os Sputniks

Nos anos 70 gravou seu primeiro LP, "Tim Maia", cujas músicas "Azul da Cor do Mar", "Coronel Antônio Bento", "Primavera" e "Eu Amo Você", tornaram-se hits em todo país, lembrando que nos anos 70 não exitia internet para facilitar a divulgação de trabalhos musicais que não fossem cantigas regionais.
O título de “Pai da Soul Music no Brasil “ foi construído por reconhecimento de artitas de diversos movimentos, entre eles, os Tropicalistas, a Jovem Guarda e os Mutantes. Título que Tim Maia apreciava e cada vez mais se apaixonava. Vale a pena lembrar que o cantor Tim Maia era um aficcionado pela perfeição musical, chamado de chato por diversos músicos com quem compatilhou longa ou curta convivência.

Apesar de inúmeras declarações que faziam referências de que era comum ele não comparecer aos eventos marcados, suas apresentações eram verdadeiras epopéias musicais. Arranjo de metais, violinos, acordeons, guitarras, percusões variadas, maestros e uma diversidades de vozes acompanhavam suas apresentações. E por exigir uma boa sonoridade, sempre exigia o famoso retorno.
Amado ou odiado, Tim Maia deixou o sua contribuição para este mundo, em suas poucas entrevistas, era comun disparar contra as gravadoras inescrupulosas que exploravam os músicos, governos corruptos eram massacrados, mas o seu alvo principal era o combate a discriminação dos negros no Brasil. Ainda em vida, ganhou um título carinhoso do cantor Jorge Ben na música Wbrasil onde foi imortalizado de síndico da música Brasileira.

Assim viveu Sebastião Rodrigues Maia, seu nome de nascimento, que nos deixou em março de 1998. Felizmente, e como poucos artitas, Tim Maia e o seu brilhante trabalho musical alcançou o reconhecimento do público e de alguns artitas como o guitarrista Robin Fink (ex-Guns Roses) que no Rock In Rio III dedilhou uma versão da música Sossego em sua memória. Dentre os artitas brasileiros destacamos a cantora Marisa Monte, Os Paralamas do Sucesso, Titãs, Lulu Santos e os mineiros do Skank. Artistas de enorme qualidade musical. Mas infelizmente incapazes de se igualar ao Descobridor de Sete Mares. Salve Tim Maia!!
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