quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Com certeza é fato que em nossa cidade, a muito, a relação cultura e povo andam distantes. Não apenas pelo fato de que boa parte das ultimas administrações de nosso município tem se preocupado em promover shows de caráter eleitoreiro. Haja vista a tamanha invasão de promoters de todo Brasil oferecendo os mais diversos shows a preços exorbitantes

O fato é que infelizmente, cultura para muitos, é sinônimo de apresentações musicais do que é sucesso no rádio e na tv. Em especial, as atrações se tornam famosas por apresentar roupas e coreografias e frases repetitivas sem nenhum significado. Isso por que são projetadas para serem lembradas pelo público sem nenhuma dificuldade.

E se fazer sucesso é tocar no rádio ou na TV, nossa cidade possui uma grande divida com diversos artistas que jamais receberam ao menos um aperto de mão do poder público. Como exemplo, podemos citar o sambista Roberto Ribeiro, cujo trabalho foi distinto por abrir espaço para sambas de todos os tipos, afoxés, ijexás, maracatus e outros ritmos africanos, Roberto Ribeiro ficou conhecido também por ser o puxador oficial da Império Serrano entre 1974 e 1981, umas de suas principais obras esta “Todo Menino é Um Rei” cuja letra pode ser traduzida como o pensamento vivo de uma geração carente de incentivos culturais.

Infelizmente Roberto Ribeiro nos deixou 8 de janeiro de 1996, sua história pode ser revista no livro “dez anos de Saudade”, registro biográfico de um dos maiores artista do mundo do samba. Roberto Ribeiro merece nosso respeito e consideração assim como boa parte de nossos artistas, que são ovacionados e tidos como artistas apenas fora de nosso município.

Acho que esta na hora de revemos os nossos conceitos no que diz respeito a democratização da educação e da cultura em nosso município. Já passou da hora de sairmos das manchetes de jornal, como o município que não consegue alcançar índices de qualidade na educação. Esta na hora de eliminarmos a nossa concepção de que educação e cultura andam separadas. E pra terminar, quero apenas lembrar que memória cultural, não se trata de saudosismos. E sim, compromisso com aqueles que construíram e ainda constroem a nossa história com suas produções artísticas. Chega de pão e circo.
...E hoje em dia, como se diz Eu Te amo?...
( Legião Urbana)
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